Renata Vasconcellos fala de empatia e seriedade ao levar a notícia: ‘Emoções fazem parte’

Renata Vasconcellos é símbolo de um jornalismo transparente. À frente da bancada do Jornal Nacional como editora-executiva e apresentadora desde 2014, ela transmite as principais notícias para o telespectador sempre com muita seriedade e empatia. Durante uma conversa com Serginho Groisman, no Altas Horas, a jornalista falou da importância de seguir a técnica de não interferir no momento em que relata os fatos, mas também de ter a sensibilidade de se colocar no lugar do outro.

“A televisão ao vivo é muito transparente. Por mais técnica que nós tenhamos, tem muita emoção e eu, particularmente, transbordo emoção. A gente sabe a técnica de levar aquela notícia com a menor interferência possível, mas somos seres humanos, então, às vezes, uma pausa, um respiro, uma voz embargada, não são conscientes, fazem parte. Aprendi que isso faz parte da empatia. Não somos robôs, somos humanos também. Essas eventuais emoções que vêm sem pensar fazem parte”, explicou.

Na conversa, Renata teve a oportunidade de rever alguns momentos de sua carreira e comentou sobre suas transformações: “Não costumo assistir às reprises, esses momentos, porque a gente vai trabalhando no dia a dia e não tem a oportunidade de rever isso. Como é curioso ver mudanças não só físicas, mas na voz também. Foi ficando mais grave.”

Há quatro meses, a jornalista vive uma rotina um pouco diferente por conta da pandemia do novo coronavírus. Usando máscara pela redação e com uma equipe mais enxuta, para preservar os colegas que estão no grupo de risco, ela relatou como tem sido o trabalho.

“Nosso cotidiano, talvez, tenha mudado um pouco. O ritmo de trabalho está mais intenso. Estamos com uma equipe mais reduzida, evitamos viagens, entramos no esquema de plantão, estamos trabalhando nos feriados. A gente tem a noção de responsabilidade e da importância do momento que estamos vivendo. Levar a notícia com a seriedade e precisão”, disse.

No dia 20 de junho, o Jornal Nacional apresentou um editorial, pois, naquele momento, o Brasil tinha acabado de passar a marca de 50 mil mortes por causa da pandemia. Renata relembrou esse momento:

“Apesar desses números diários, a gente tem a consciência que não são números frios, são pessoas, somos nós, brasileiros. A gente precisa não só levar a informação, às vezes dura, mas necessária, e as pessoas querem essa transparência. Seja qual for a notícia, boa ou ruim, é importante que a gente passe os fatos. Ao mesmo tempo, é muito importante que a gente lembre que são vidas que morreram por causa do novo coronavírus”, relatou.

Fonte/Gshow

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