Prefeitura divulga nota explicando a polêmica envolvendo a morte de Caçapavana

A Secretaria de Saúde divulgou uma nota na tarde desta terça-feira, 13, explicando o caso de mais uma morte por Covid-19 em Caçapava. Confira a nota da Prefeitura na íntegra:

A Prefeitura informa que o Boletim Epidemiológico datado de ontem, dia 12 de outubro, que informa a morte de mais um caso que se trata de coronavírus, não apresenta nenhuma irregularidade. Que a notícia, embasada em documento encaminhado à Secretaria de Saúde da Prefeitura de Caçapava do Sul, e gerado através do SISEP (Sistema de Saúde Unificado do SUS que identifica esta doença), apresentou que a morte da paciente foi em DECORRÊNCIA do coronavírus. 

Após a constatação na manhã desta terça-feira, dia 13, de divergências documentais entre o laudo do Estado do Rio Grande do Sul e a Certidão de óbito (esta última apresentada pela família da vítima), a Secretaria de Saúde solicitou ao Centro de Operações de Emergências Secretaria Estadual da Saúde / RS novo laudo da causa morte e, que, novamente, através de e-mail documental, anexo a esta matéria, CONFIRMOU A MORTE DA PACIENTE DECORRENTE DE CORONAVÍRUS. 

Após tomar conhecimento dos fatos, a Coordenadoria de Comunicação Municipal entrou em contato com a Coordenadora Regional da Vigilância Epidemiológica, Especialista em Saúde da 8ª Coordenadoria Municipal de Saúde, Cenyra Sanchotene Martini, que afirmou que o laudo atestado de coronavírus da paciente foi emitido por médico especialista do HCB, uma vez que os exames anteriores (teste rápidos de Coronavirus e PCRs) apresentaram resultado negativo. 

Cenyra informou ainda que a divergência na informação da causa morte pode ocorrer, uma vez que existe um protocolo específico com diversos itens que podem serem preenchidos, ou não, na certidão de óbito, e que, casos de covid-19 muitas vezes são preenchidos como síndromes respiratórias agudas, ou pulmonares, sendo que, esta última, pulmonar, consta na Certidão de Óbito apresentado pela família da vítima (essa constatação pode ser comprovado com Documento emitido pelo COE-RS anexo à materia).

Em relação a realização do funeral, que não é permitido em casos de Covid-19 devido o risco de contaminação, a coordenadora explicou que tanto o laudo, quanto os testes que foram realizados na vítima, comprovaram que ela não era mais portadora, no momento da morte, do vírus (mas que morreu em decorrência dele devido agravamento de órgãos) e que não oferecia riscos a saúde de familiares e amigos presentes no momento da cerimônia e enterro.

A Prefeitura, através da Coordenadoria de comunicação, reitera que TODOS OS PROTOCOLOS DE INFORMAÇÃO RELATIVAS AO CORONAVIRUS são emitidos baseados em documentos oficiais, que não há manipulação de tais dados, gerados pelo SISTEMA de Saúde Nacional quando da entrada destes pacientes em qualquer hospital do país (uma vez que todo exame ou procedimento realizado é registrado em Sistema CID), e que, se faz tão importante como combater o vírus, combater também as informações falsas (fake News) ou que não apresentem documentos de órgãos oficiais de imprensa municipal, estadual, ou ainda, de um veículo de comunicação com credibilidade e credenciado no município. 

Por fim, seguem anexos a esta NOTA OFICIAL vídeo da Secretária de Saúde, Ines Salles, explicando os procedimentos, além de documentos emitidos pelo COE/RS COVID-19  (Centro de Operações de Emergências da Secretaria Estadual da Saúde / RS) confirmando a veracidade das informações aqui prestadas. 

Em tempo, em relação ao caso da paciente Célia Araújo de Oliveira, reiteremos tratar-se de uma Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em que paciente realizou exame de tomografia de tórax na data de 02/10 com as seguintes alterações descritas: 

“Opacidades multifocais bilaterais em vidro fosco, com espessamento dos septos inter e intra-lobulares, de

distribuição central e periférica, com numerosos focos consolidativos de permeio, acometendo mais de

75% do parenquima pulmonar.”

O laudo foi concluído da seguinte forma: “Alterações pulmonares bilaterais de aspecto inflamatório agudo, com achados de imagem comumente

relatados em pneumonia por COVID-19″.

Destacamos ser estas alterações tipicamente encontradas na COVID-19, descritas no Guia de vigilância Epidemiológica/ Emergência de Saúde Pública de Importância Nacional pela doença pelo Coronavírus  2019, de agosto de 2020 (em anexo), Ministério da Saúde.

Reforçamos que os critérios para classificação dos casos de SRAG e óbitos por COVID-19 utilizados pelo COE/RS, disponíveis na nota informativa n° 24 estão em conformidade com os critérios do  Ministério da saúde,contidos no Guia de Vigilância a Epidemiológica/ Emergência de Saúde Pública de Importância Nacional pela doença pelo Coronavírus  2019, de agosto de 2020 (enviado em arquivo anexo):

Em áreas onde a COVID-19 está amplamente disseminada, um ou mais resultados negativos de um mesmo caso ou óbito não descartam a possibilidade de infecção pelo vírus SARSCoV-2. Vários fatores podem levar a um resultado negativo em um indivíduo infectado, incluindo:

-Amostra de má qualidade, contendo pouco material do paciente (como controle, considere determinar

se existe DNA humano adequado na amostra, incluindo um alvo humano no teste de PCR).

-Amostra coletada em uma fase muito precoce ou tardia da infecção.

-Manuseio e envio inadequados da amostra.

-Amostra não foi manuseada e enviada adequadamente.

-Razões técnicas inerentes ao teste como, por exemplo, mutação do vírus ou inibição de PCR.

Salientamos que vivemos um contexto de pandemia pelo vírus Sars-CoV-2, onde a paciente apresentou SRAG com exames de imagem com comprometimento de mais de 70% do parênquima pulmonar por alterações típicas para COVID-19 com evolução para óbito por Insuficiência respiratória e sem histórico de pneumopatia prévia. Portanto, confirmamos a classificação do caso como SRAG por COVID-19 pelo critério clínico-imagem, que evoluiu a óbito por insuficiência respiratória.

COE/RS COVID-19

Centro de Operações de Emergências

Secretaria Estadual da Saúde / RS

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