Governo de SP diz que obras da Linha-6 Laranja do Metrô devem ser retomadas em 90 dias por empresa espanhola

As obras da linha 6- Laranja do Metrô de São Paulo devem ser retomadas em 90 dias, de acordo com o governo estadual. A empresa espanhola Acciona assinou o contrato neste fim de semana com o consórcio Move SP, oito meses após o anúncio realizado pelo governo do estado.

Com 15 km de extensão, a linha vai ligar a Brasilândia, na Zona Norte da capital paulista, até a estação São Joaquim, no Centro. Ela será a responsável por fazer conexões com as linhas 1-Azul e 4-Amarela, do Metrô, e com a 7-Rubi e a 8-Diamante, da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Cerca de 600 mil passageiros devem usar a linha diariamente.

As obras devem ser concluídas no período de 4 anos e a Acciona terá um prazo de 25 anos para exploração comercial da linha.

As obras da linha estão paradas desde 2016, quando o consórcio Move alegou insuficiência de recursos. Agora, as obras serão retomadas pela empresa espanhola Acciona, que adquiriu os direitos do consórcio Move São Paulo na Parceria Público-Privada responsável pelo empreendimento.

O consórcio Move São Paulo teve o contrato suspenso em 2018 pelo governo do estado.

De acordo com o governador João Doria (PSDB), será feito um cronograma de retomada dos trabalhos, com a geração de “9 mil empregos, sendo 5 mil diretos”.

“Desde que assumimos, trabalhamos para retomar sua construção. As obras terão início em até 90 dias e vão gerar 9 mil empregos diretos em SP. Mais qualidade de vida para os moradores da Zona Norte da Capital, que há muitos anos esperam pelo Metrô”, postou Doria em suas redes sociais.

Linha parada

A novela da linha 6-Laranja começou há mais de uma década. As obras, no entanto, só tiveram início em 2015. Um ano depois, o consórcio responsável alegou que não poderia dar continuidade por falta de dinheiro. Em dezembro do ano passado, o contrato com o governo caducou. Desde então, o projeto não avançou.

O secretário dos Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy explicou, à época do anúncio da caducidade, que a interrupção das obras se deu pelo envolvimento de empresas do consórcio responsável na operação Lava Jato, que desvendou esquema bilionário de lavagem de dinheiro e pagamentos de propina.

“As empresas que estavam comandando o Consórcio Move São Paulo são empresas que sofreram oriundas da operação Lava Jato. E a falta de capacidade, seja por motivo de avaliação de rating, [seja por motivo de] crédito, que o BNDES durante esse período não conseguiu estabelecer os empréstimos de longo prazo que eram necessários”, disse.

“Todas essas condições que eram imprevisíveis acabaram culminando na paralisação da linha 6. Todas as concorrências que desejamos realizar são internacionais, para que a gente possibilite que empresas, sejam para investir, sejam para construir, possam participar de qualquer parte do mundo, de modo transparente, claro, para que a gente consiga viabilizar. A linha 6 é nossa prioridade”, completou.

Fonte/G1

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