Brigada Militar indicia policial por morte de engenheiro durante abordagem em Marau

A Corregedoria-Geral da Brigada Miliar indiciou, na segunda-feira (22), o soldado envolvido na morte do engenheiro Gustavo do Amaral dos Santos, de 28 anos, em Marau, na Região Norte do estado. Ele foi morto a tiros em abril após uma abordagem policial.

“Na análise do conjunto de provas há um entendimento que houve indício de crime militar. Tudo é prova. Todas as pessoas que foram ouvidas, todas as provas periciais, as reconstituições”, afirmou o porta-voz e chefe da comunicação social da Corregedoria, tenente-coronel Cilon Freitas da Silva.

A decisão foi repassada para a Justiça Militar, que irá encaminhar ao Ministério Público, que poderá, ou não, denunciar o policial.

“Oferecendo a denúncia, pode ser um crime doloso ou culposo. Se for doloso, será encaminhado para a Justiça comum. Se for culposo, segue o julgamento na Justiça Militar”, explicou o tenente-coronel.

Conforme a BM, no momento, o soldado está afastado das funções. “Ele vai seguir afastado, respondendo a um conselho de disciplina, que é um processo administrativo para analisar a conduta dele nessa ocorrência e verificar se ele tem possibilidade ou não de permanecer na Brigada”, informou Cilon.

A conclusão da Corregedoria diverge do entendimento da Polícia Civil sobre o caso, que também concluiu o inquérito na segunda(22). De acordo com o delegado responsável pela investigação, Norberto Rodrigues, o policial militar que atirou em Gustavo “agiu em erro, numa legítima defesa putativa (imaginária)”.Já o Ministério Público informou que ainda não teve conhecimento das apurações realizadas pela Polícia Civil. Somente após os autos serem remetidos ao Judiciário, o MP fará a análise dos elementos apurados e decidirá que medida adotar no caso.

Fonte/G1

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